~   Marco Aurélio da Silva
~   Gabito Nunes. (via decifro)
05.23.13 /08:23/ 876
~   Laureane Antunes  (via deus-e-poeta)
~   Poesia barata, Cartas para Juliana. (via decifro)
05.23.13 /08:21/ 3507
~   Caio Fernando Abreu.    (via decifro)
~   Gabito Nunes. (via decifro)
~   Tati Bernardi.   (via decifro)
05.22.13 /08:40/ 165054
~   Thiara Macedo (sdpm)

O ser humano não espera o pior. Nunca espera a dor, nunca espera a morte. O ser humano não espera as más notícias, não espera o sofrimento, não espera pelas lágrimas. Nós nunca esperamos que o pior venha a acontecer. O ser humano acha que o tempo é infinito, que nada é perecível. Temos o costume de acreditar em chances incontáveis, seres eternos, dias inacabáveis. Esperamos uma segunda oportunidade, quando poderíamos fazer valer a primeira. Aguardamos pelo próximo dia, pelos cinco minutinhos seguintes. Nós nunca acreditamos no poder que tem um segundo, um dia, uma semana. Tudo, inclusive nada, pode acontecer em um piscar de olhos. Um teto que desaba, um carro em alta velocidade, um choque, um tiro. E tudo se vai tão rápido como veio. E todos se vão, se consomem em choro, como vieram. Foi-se o tempo, foi-se a hora, fica o susto, o medo, a dor. Porque o ser humano espera por flores e não espinhos. Mesmo sabendo que nada dura para sempre, o ser humano quer acreditar que dura. Quer adiar a vida, o fim de semana, a taça de vinho. Não ficamos nunca satisfeitos ao ver o fim. O fim é trágico, é acompanhado do sabor azedo daquele momento perdido, da oportunidade deixada, das coisas não feitas e mal feitas, dos carinhos não dados, do cuidado não tomado. Nós não nos conformamos com a partida. Esperamos pela chegada. E quando não há mais volta? O ser humano enlouquece. Enlouquece porque não sabe aceitar o fim, ao mesmo tempo em que deseja cessar a tristeza. A verdade é que tudo passa. Tanto o tempo, quanto as dores. Tudo passa, o ser humano é quem tem mania de acreditar que tudo fica.

~   rio-doce  (via estilos-da-rua)
~    Tati Bernardi (via floricultura-das-almas)
~   O Curioso Caso de Benjamin Button (via floricultura-das-almas)
05.21.13 /08:36/ 2910
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